Compositor: Não Disponível
Nas ruínas dos seus impérios
Os ratos fizeram um banquete
E as feras selvagens se instalaram
Suplicaste ao mundo por perdão
Mas ninguém te perdoou
E você se transformou em desprezo
(Com o arco nas cordas esticadas dos nervos
Toca a chuva de setembro
Tão silenciosas são as paredes
Nas prateleiras, a poeira cobre mentiras
Os boulevards gemem, despertando
Mas você volta para a noite
Tudo foi dito e tudo foi cantado
Não há mais quem ajude, nem o que oferecer)
Sobre as tumbas das suas dúvidas
As errantes dançam e bebem
Serpenteando como cobras
Nos labirintos das visões esquecidas
Você procurou em vão um refúgio
Se abrigando no calor das derrotas
À porta, a loucura raspa em silêncio
E você sussurra palavras desconexas
O outono frio, feiticeiro
Queimou até as cinzas o seu jardim florido
E o Sol já mal brilha
Através do tecido rasgado dos céus
Tudo foi dito e tudo foi cantado
E o novo profeta não ressuscitou